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Com o objetivo de
manter o espírito de religiosidade, existe
na fazenda o Monte Carmelo, um espaço construído
para que a comunidade e os visitantes possam dispor
de um recanto para fazer suas preces e orações,
um encontro com Deus. O Monte Carmelo é uma
inspiração divina que foi construído
pelas mãos dos homens da região com
a assessoria da equipe de formação
da escola Pro Campus, sob a orientação
da professora Socorro Frazão.
O local, como o próprio nome já diz,
localiza-se em cima de um monte onde se pode ver
a imagem de Santa Teresinha. Daí, veio a idéia
de construir o caminho que relembrasse a pré-história,
antes de Cristo, com seus mitos e adorações
e o período do cristianismo, representado
através das 14 estações, o calvário,
os últimos passos dados por Jesus antes da
crucificação, no qual é realizada
a via sacra.
No cume do monte tem-se uma capela para os momentos
de oração e reflexão, com as
imagens do Coração de Jesus, de Santo
Agostinho e de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira
do monte; na descida, observa-se o Santuário
de São José, patrono das famílias,
o Santuário da Mãe Rainha e de São
Francisco, padroeiro das plantas e dos animais.
Após sua primeira bênção,
o Monte Carmelo foi colocado à disposição
da Igreja de São João e do Pe. João
de Deus para que fizesse parte do calendário
religioso. A primeira missa realizada no local, oportunidade
em que foram abençoadas as suas instalações,
foi presidida pelo Pe. Antônio Roberto. Logo
após, em consenso com a comunidade, decidiu-se
festejar a solenidadecomemorar o aniversário
da padroeira, Nossa Senhora do Carmo, no dia 16 de
julho. Do alto do monte, vislumbra-se uma paisagem
encantadora, numa paz de espírito que recorda
Moisés quando diz: “É bom estarmos
aqui”.
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ORAÇÃO NAS MONTANHAS
Muitas tradições religiosas escritas
e orais consideram as montanhas um lugar privilegiado
de comunicação com o transcendente. Os
templos e altares, construídos no cimo das montanhas,
ou até a montanha inteira, são considerados
lugares sagrados, próprios para as oferendas
e os rituais de comunicação com Deus.
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Houve um costume das tradições religiosas
de algumas ilhas do pacífico que os estudiosos
chamam “termo da vida”: os anciãos,
ao perceberem que estavam no fim de seus dias, faziam
um último e g rande esforço e subiam
ao cume de uma montanha. Lá, sentavam-se imóveis à espera
da morte, na certeza de assim entrar em comunhão
com os espíritos dos antepassados e com o
deus da montanha.
- Os descendentes dos apaches americanos dançam
para invocar os espíritos da montanha, quando
há alguma comemoração na tribo.
- Os incas do Peru edificaram, nos cimos da cordilheira
dos Andes, a cidade sagrada de Machu Picchu, dedicada
a Inti, o deus Sol
- Os Astecas do México e os maias da América
Central construíram grandes montanhas de terra
e as revestiram de pedras, com degraus, em forma
de pirâmide. As pirâmides tinham três
significados: montanha, templo e altar. No cume eram
feitas as ofertas e preces aos deuses.
- Os japoneses reverenciavam o monte Fuji com o nome
de Fujiama: deusa do fogo.
- Na Austrália, as tribos aborígenes
prestam homenagem a uma montanha rochosa que chamam
Ayers: morada dos espíritos.
- Na mitologia grega os deuses viviam em um jardim,
no cimo de um monte, o Olimpo. Também o oráculo
de Delfos, na Grécia, era localizado sobre
um monte.
- No Tibete e no Nepal, os nativos veneram os picos
nevados do Himalaia como morada dos deuses.
- O profeta Maomé, fundador do islamismo,
teve a primeira inspiração sobre a
doutrina islâmica no cimo da montanha Hira,
onde se havia recolhido para meditar e rezar.
- Na Tora judaica, está escrito que Deus se
revelou a Moisés sobre a montanha do Sinai.
- Nos evangelhos, escritos sagrados do cristianismo,
existe a narrativa de que Jesus revelou sua divindade
aos discípulos sobre o monte Tabor.
- No Brasil, temos a imagem do Cristo Redentor no
alto do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro. Também
há, entre nós, o costume de levantar
cruzeiros sobre os montes, próximos ás
cidades.
PEREGRINAÇÃO
• Portão
de Acesso
Imagem de Santa Teresinha, monja que fez do convento
um campo de orações pelo êxito
e difusão do evangelho no mundo inteiro. Padroeira
das missões - "meu desejo é ser
apóstolo e missionária"
• Primeiro Portal
Misticismo e Religiosidade. Com alguns símbolos
que retratam as religiões primitivas, destacando
o símbolo sagrado dos hinduístas: a
vaca.
• Pirâmide
Lembrando os esotéricos que tentam, desse
modo, uma comunicação com o Sagrado,
o Transcendente.
• Símbolos Sagrados do Judaísmo
Candelabro, tábuas da lei, livro sagrado e
a menorá: objetos sagrados do judaísmo,
primeira religião monoteísta de onde
nasceram o cristianismo e o islamismo.
• Segundo Portal
Via Sacra, caminho sagrado percorrido por Cristo
carregando sua cruz até o monte Calvário,
onde foi crucificado.
• Terceiro Portal
Cristo Ressuscitou, Aleluia! Via de acesso a elementos
símbolos e celebrativos que nos recordam
a ressurreição, pedra fundamental
da fé cristã.
• Gruta de Nossa Senhora do Carmo
Patrona do morro, espaço dedicado à oração,
a exemplo dos carmelitas que, segundo a tradição,
foram os primeiros monges a venerarem Nossa Senhora.
• Capela
do Sagrado Coração de Jesus
A devoção divulgada por Santa Margarida
Maria se estende por todo o mundo católico,
celebrada na sexta-feira, após o 2º Domingo
de Pentecostes.
• Capelinha
da Mãe Rainha
Fica no alto de um morro. Para chegar até o
pequeno santuário, tem de se enfrentar uma
subida íngrime que muitos penitentes percorrem,
mesmo de joelhos. É a fé na Mãe
Rainha e Vencedora, Três Vezes Admirável
de Schoenstatt, um dos mais de 100 títulos
dados à Virgem Maria em todo o mundo.
• Capelinha de Santo Agostinho
Doutor da Igreja, cuja conversão foi um fruto
da oração perseverante de Santa Mônica,
a sua mãe. Em Agostinho se encontram em rara
síntese, o contemplativo, o teólogo,
o pastor de almas, o catequista, o homileta, o mistagogo,
o defensor da fé, o promotor da vida comunitária.
• Portal
de Saída
Sereis Minhas Testemunhas (Atos dos Apóstolos
1,8)
• Capelinha
de São José
Pai adotivo de Cristo e verdadeiro esposo de Maria.
Protetor da família e intercessor junto
a Deus por um tempo de bom inverno e produção
de uma farta colheita.
• Capelinha
de São Francisco
Santo de devoção popular, graças
ao trabalho missionário dos frades menores,
amigo da natureza, protetor dos animais, modelo de
pobreza evangélica que, por essas ações,
conquistou o coração da Igreja; é adorado,
sobretudo, pelos mais simples.
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ORIENTAÇÕES
PARA VISITAÇÃO
Prezado Visitante,
É com alegria que o acolhemos no Monte Carmelo
- espaço para meditação, fortalecimento
da espiritualidade e conhecimento de um pouco das
religiões. Portanto, para que este ambiente
continue sendo acolhedor, seguem abaixo algumas orientações:
• os interessados deverão contactar, com
antecedência, com Dona Lismar, residente em São
João da Varjota, pelos telefones: (89)478-0022
e (89) 985-5094 para marcar data e horário;
• a visitação ocorrerá sempre
com um guia da fazenda;
• não tocar nas grutas nem subir nas cercas
de pedra, por causa da fragilidade, evitando acidentes;
• utilizar sempre a proteção nas
descidas;
• não sair das trilhas;
• usar tênis ou bota;
• quando adentrar nas trilhas olhar para o chão;
• quando passar debaixo das árvores ter
o cuidado de olhar para o chão e para cima;
• não utilizar aparelhos sonoros;
• jogar o lixo em recipientes apropriados;
• não ingerir bebida alcoólica e
não fumar.
Desejamos uma feliz e proveitosa visitação
e que juntos possamos testemunhar a nossa fé em
Jesus Cristo, sua ressurreição e adesão
ao cristianismo.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
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O
QUE É VISITAR
1.
O que é visitar?
Bendito seja o Senhor,
Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo” (Lc 1,68)
A visita que Deus fez a seu povo, citada no versículo
acima, foi definitiva e decisiva. Ele veio trazer
a Boa Notícia do
Reino de Deus. Definitiva por que tudo que ele tinha a revelar foi realizado:
Deus é a salvação e quer salvar o seu povo
de todo que o oprime. Decisiva pois ao longo da história da salvação,
Deus embora desejando a salvação elegendo Abraão, Moisé e
os Profetas o povo foi infiel. O pleno cumprimento e realização
da Vontade do Pai se deu com a visita do
Messias Salvador:Jesus, o filho de Maria.
Jesus não visitava por acaso. Ele sempre trazia
o que o visitado estava precisando:(Mc1,29) a cura
da sogra de
Pedro , (Lc19, 1-10) a conversão de Zaqueu, (Lc 10, 38-42) e também
partilhava amizades às irmãs Marta e Maria na
icasião tomava refeição, e partilhava sonhos do Reino
de Deus . Nas visitas, Jesus deixava as pessoas bem à vontade,
como na casa de um fariseu uma mulher fez gestos considerados impróprios
pois chorava aos pés de Jesus banhando
lhe os pés e os enxugando com os cabelos. Beijava-lhe os pés
e os ungia com perfume (Lc 7,38). Jesus valorizou aquele
gesto devido a sinceridade e amor daquela mulher. Ela realizou a acolhida que
o anfitrião lhe negou.
Jesus entrava, sobretudo, nas casas dos pobres. Nunca foi visitar Pilatos ou
Herordes. A única vez que entrou nos
palácios deles foi amarrado.(Lc 23,14-16). Quando convidado, entrava
também em casa de alguns fariseus para tomar
refeição, eram visitas bastante tensas (Lc. 7, 36-50, 37-52).
Costumava visitar e se hospedar em casa de famillias amigas
como nas casa de Simão, o leproso, em Betânia, cerca de três
quilômetros de Jerusalém (Mt 26,6); ou na casa de Lázaro
(Jo. 12, 1). Recebia visitas, como a dos discípulos de João Batista
(Lc 7, 18-19). Recebia até de noite, como na casa de
Nicodemos (Jo 3,15)
Conclui-se então que vistar é reconhecer que o outro existe, é sair
de si, é romper a casca do egoísmo, é marcar
presença significtiva no outro(a). Visitar é saber escutar o
melhor de si para que o outro cresça como sujeito, como
pessoa autêntica. Visitar é um ato de amor, amor sublime, gratuito
e sem interesse, pois o amor é atento, fecundado não
faz das pessoas objeto. Visitar é uma arte, que exige profundidade,
sensibilidade, atenção à situação das pessoas.
2. A quem visitar?
Costumeiramente
visitamos os parentes, amigos e vizinhos mais próximos. Jesus porém
nos convida a imitar o bom
Samaritano, que realizou um gesto “impossível” para
o sacerdote e o levita da parábola. (Lc 10,
25-37).
Quando Jesus enviou em missão seus primeiros discípulos, deu,
entre outras, a seguinte orientação: “Não fiquem
passando de casa em casa” (Lc 10, 7). Ou seja, não façam
visitas sem rumo, perdendo tempo e tomando o tempo dos
outros.
3. Lugares mais visitados
O povo de Deus sempre foi e é muito peregrino, visita, sobretudo, os
santuários (Aparecida, Juazeiro, Canidé, Santa
Cruz dos Milagres), visita hospitais, orfanatos, asilos...
No Piauí, visitas ardentes são feitas a Oeiras, berço
da fé piauiense. Lá é comum a visita ao morro do Leme,
pé de
Deus e o pé do cão, e na Semana Santa, a procissão dos
passos abre a semana de intensa memória da vida humana de
Jesus. O verbo de Deus feito carne (Jo 1, 1-5), morreu mais foi ressucitado
por Deus nosso Pai. A ressurreição de Jesus é o centro
da fé cristã. É ela que celebramos, ao
participarmos da eucarístia e é ela também que inspirou
a criação do
Monte Carmelo na Fazenda Guraribas. Que tal visitá-lo?
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AGRADECIMENTO
Agradecemos a Deus
pelo dom de nossas vidas, pela saúde, pelo
trabalho, pela união de nossa família
e de modo especial pelos meus pais Raimundo e Francisca
(legítimos), Agostinho e Carmem (adotivos),
por terem nos ensinado os valores morais e religiosos.
Por tantas dádivas recebidas, assumimos o
compromisso com Deus e sua Igreja de partilhar um
pouco do que temos com aqueles irmãos nossos
que nada têm.
Deus também nos abençoou com o conhecimento
de sua Palavra. Por isso, queremos agradecê-lo
proporcionando um ambiente de oração,
de paz interior, de contato com a natureza, a todos
aqueles que acreditam em seus ensinamentos. Estas
são as razões pelas quais edificamos
esta casa de oração: Monte Carmelo,
aqui na fazenda Guaribas. Coração de
Jesus e Nossa Senhora do Carmo, padroeiros deste
lugar, interceda junto a Deus Pai, para que todas
as crianças, os jovens e os velhos possam
também agradecer pelas maravilhas que Deus
tem operado em nossas vidas.
Prof. Clementino Siqueira e Família
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